abr - 24 - 2010

Uma companhia involuntária

No alto do morro de uma pacata praia do litoral cearense, o vigia da Igreja lá construída não deixa nada passar despercebido. Ele protege os quatro cantos da casa do Senhor e, ao menor ruído, já está preparado para o combate. Seu nome? …

Ele peregrina alegremente a cidade inteira, todos os dias, e sempre encontra uma hora para ir à praia: ver o movimento, passear pela orla e encontrar com seus pares.

É conhecido na comunidade inteira e toda vez que a Irmã, vizinha da igreja, sai de casa – lá vai fazendo companhia: seja na farmácia, no mercadinho, no caixa eletrônico ou onde ele mais gosta… na praia!

Certa vez acompanhei-a para um banho de mar e logo percebi: estávamos à três. Sorri e ela falou, ironicamente, Eu sempre quis morar numa cidade pequena e ter uma companhia involuntária que me acompanhasse pra onde quer que eu fosse…

Ah, ia esquecendo… seu nome ? Rabo fino.

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