Os dias, quando caminham abraçados, levam a noção temporal para o abismo.
A barba, feita há pouco, invade o rosto – espinhando no início e massageando ao tocar da mão.
Leituras à espera, filmes, e aquela certeza – leve – de que falta muito conhecimento a desbravar.
O cotidiano paralisa as mudanças: casa, trabalho e trânsito.
A madrugada aparece sorrateira; e o corpo, exausto, agoniza.
Cabelos brancos, onde? Próximo a calvície, careca!
E a impressão, tardia, de não ter feito algo.
Philipe Ribeiro
05/04/06 16:53







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