mar - 13 - 2009

Nem minha nem do meu pai

Na casa, que era do meu pai, foi minha. Ontem não era dele. Hoje, é do meu pai.

Não era bem uma casa, e sim, um quarto. Não era um quarto. Uma sala. É. Uma sala.

Uma sala com banheiro. Ainda bem.

Ontem fui lá. Dois moradores. Viviam no escuro. Tinha luz.

Liguei. Fugiram. Corri. Apareciam, sumiam. Cadê?

Atrás de mim!

Susto. Receio. Medo!

Desisti.

Fechei a porta.

Eram morcegos.

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