Cheguei no Pecém de cuia e sem mala no dia 23 de setembro. Numa “coincidência” da vida, eu e o planeta estávamos – cada um do seu jeito – iniciando uma nova etapa na vida. Ele, abria mais uma estação do ano, a bela primavera. E eu… bem, saía da Selva de Pedras (Fortaleza) em busca de uma vida mais tranquila: cidade pequena, pouca poluição, horário de trabalho reduzido e aproveitar melhor a vizinhança… no caso, ir à praia pelo menos uma vez por dia…
Três meses passaram e o verão sobrepôs a primavera há dois dias. Engraçado… em Fortaleza entravam e saíam as estações do ano e eu só notava quando começava a chover. Aqui percebi a mudança da maré e as grandes ondas no início da semana. Muito vento, nenhuma jangada no mar… resultado: mudança da estação!
A maré avançou até bem perto do calçadão. Normalmente ela fica há pelo menos 30 metros da calçada. O mar jogou muito areia na bancada rochosa perto do Porto. A maré cheia está bacana pro surf e imprópria para o banho… ondas muito fortes, “cavando” e quebrando bem na beira-mar…
Nesse tempo consegui voltar a praticar esportes (cooper e sandboard), deixei os problemáticos 94kg e estou com 87 – ideal para os 1,87m desta carcaça que insiste ficar em pé. No trabalho, consegui “trampar” mais tranquilo, ter uma desculpa mais convincente para me esquivar de muitas reuniões inúteis e passei boa parte do tempo estudando coisas que vão garantir meu sustento pelas próximas décadas…
Se alguém pensa que estou sentindo falta da babilônica Fortaleza, respondo com esta imagem…



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