fev - 22 - 2012

Quarenta e oito

O tempo espreguiça-se antes do fim das aulas, contudo corre desesperado nos dias de prova. Não sei se o tempo faz ora com a gente ou se a cada dia ficamos mais reféns ao refletir sobre as horas do tempo… ou seria o tempo das horas? (…) Não vi que o relógio tinha rodado quarenta e oito vezes naquele latifúndio urbano. Certamente nenhuma vez – sequer – olhei para o [...]

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dez - 26 - 2011

A fonte d’água

Vivia à procura de uma fonte perene. Passei por rios imensos, lagos enormes, lagoas e riachos. No inverno era um mar de água doce, mas no verão tudo secava. O chão rachava. Não sobrava uma gota d’água pra contar a história. Eis que de tanto procurar, encontrei uma fonte perene. Era farta, natural, corrente, pura. A água não parava de brotar. Meus versos se acostumaram a seguirem uma só fonte [...]

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dez - 22 - 2011

Uma primavera inesquecível

A primavera ensaiava, mesmo antes do desabrochar das flores, que seria uma estação passageira, entediante e sem muitos detalhes para um observador das terras alencarinas. Doce engano. O pulsar e frenesi das flores nas sarjetas das ruas deram um toque de charme na cidade. A metrópole impulsionou uma ciranda de vivências e delírios regada ao singular néctar da mais inebriante água de coco. Libido. Ela se despede em memorável noite [...]

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dez - 18 - 2011

Nem tudo é o que parece

Daqui onde estou é como se eu estivesse vendo um mapa. Mas não tem nada a ver, ao menos fisicamente, com o que poderia ser um mapa. Olhando aqui de cima vejo algumas aglomerações, embora não seja nada demais. Deste ângulo é formado certas porções aqui e outras um pouco mais acolá. Ora é cheio, ora é devastado. Tento de todas as formas fazer uma grande zona de nascimento de [...]

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