Lembrei de você o dia todo. É, quem diria. Estava em mim pela manhã, durante a tarde, ao cair da noite, madrugada adentro. Nada nem ninguém poderia fazer-me esquecer de ti. És inesquecível, memorável. Não sei como vieste parar em minha vida, mas chegou e devo dizer que não sei quando se vai. Se é que se vai…
Quanto mais eu andava, mais lembrava de você. Matinalmente caminhei, fiz esporte de tarde e cai na noite até o sol raiar. Durante todo esse tempo não esqueci de você. Estava comigo o tempo todo e não me deixou na mão uma vez sequer. Sempre comigo, numa dedicação jamais vista. Acho que não encontrarei nada nem ninguém como você.
Chegando em casa tirei a roupa e tomei banho. Ao me vestir senti você em mim e recordei que todas as vezes em que eu trocava de roupa, lembrava de ti. Ah, como podes ser tão presente em minha vida!
Realmente não sei se tenho sorte ou azar de você ter aparecido, mas te digo uma coisa: Vê se pára de doer calo maldito!
Publicado originalmente no Diário de um’A Barata em 2001.



















