dez - 17 - 2011

Nos braços do prazer

Após uma longa jornada de horas e horas de trabalho, finalmente em casa chego. Um banho quente, um jantar leve e depois… cama. Dormir, nada mais resta-me. O cansaço afetou o físico e, principalmente, o mental. Nada de ler jornal ou assistir TV, o que eu quero e preciso realmente é de uma boa e longa noite de sono.

Deito-me no leito cotidiano e adormeço. Caio num sonho profundo. Jamais podia imaginar que seria acordado antes das primeiras horas da manhã. Em pouco tempo começo a despertar movido à um intenso alisamento que ia da ponta de meus pés até o último fio de cabelo. Acordo. Abro os olhos e não acredito. Quem é esta deusa? Nunca à vi antes. O que fazes em meu quarto? Não importa. Uau… que gata! Poxa, é muito linda, de cinema. Morena, pele lisa e macia, olhos azuis, corpo atlético e, se permitem-me a expressão, um rabão que faz inveja a qualquer fêmea. Ela veio de mansinho e acordou-me com um carinho ímpar, nunca vi uma dedicação tão frenética. Ia e vinha alisando-me como se eu fosse a razão de sua vida, o motivo de sua existência. Depois um longo e “quase” interminável carinho ela deita-se ao meu lado, pede dengo e adormece em meus braços.

Não preciso dizer o que ocorreu depois desta cena. Foi difícil de acreditar que isso aconteceu comigo. Eu não esperava. Nunca imaginei que, do nada, uma gatinha iria acordar-me exalando tanto afeto. Esta noite foi, sem dúvida, inesquecível. Jamais perderei a lembrança de um dia ter sido acordado por uma gata muito bonita, perfeita. Uma gatinha siamesa. Miau…

Publicado originalmente no Diário de um’A Barata em 13/03/2001.

Print Friendly

  • RSS
  • Delicious
  • Digg
  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin
  • Youtube