mar - 23 - 2011

Depoimentos e imagens inéditos sobre os trágicos episódios que culminaram com a destruição da comunidade liderada pelo beato José Lourenço. Marca o encontro do povo cearense com a sua memória, durante tantas décadas amordaçada. Os artistas populares, os romeiros, os camponeses sem-terra narram a história. Quem fala do “Caldeirão” é o boi de fitas armado por Pedro Boca Rica, é a poesia de Patativa do Assaré, são os brincantes do Boi Lua Branca, do Guerreiro de Dona Margarida; é a banda de pífaros dos Irmãos Anicetos, são os ex-votos de imburana e a romeirada inumerável do Padrinho Cícero. São os bonecos de Maria das Dores Bernardo, filha de Ciça do Barro Cru. Em barro, ela modelou mais de 500 bonecos e cenas coletivas, refazendo toda a epopéia do Caldeirão.

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