Os ponteiros do relógio estavam a namorar no número doze. O sol, de inverno, embora escondido horas antes, reinava solitário no céu alencarino. O almoço, ainda em digestão, tornava aquele caminho lento e incolor. Olhou para frente e viu pés apressados. Levantou um pouco mais e observou as costas dos joelhos, que mexiam-se freneticamente. Mais ainda e pôde avistar um rebolado exótico: a cada passo parecia que levava choques nos [...]
Continue


















